Sexta-feira, Maio 20, 2005


OAEOZ NO TEATRO PAIOL
O lançamento oficial de "Às Vezes Céu"

A banda de Ivan Santos (voz, violão, teclados), Rodrigo Montanari (baixo), Carlos Zubek (guitarra), André Ramiro (guitarra) e Hamilton de Lócco (bateria) lança no próximo final de semana, dia 28 deste mês, oficialmente, o elogiado novo álbum "Às Vezes Céu".

O Oaeoz vem de shows lotados em São Paulo e de algumas apresentaçõs no Korova Bar, em Curitiba. O grupo combina melodias e experimentalizações à base de guitarras e piano ao vocal denso de Ivan.

O show será realizado no belo e intimista Teatro Paiol. Um evento mais do quê especial. Imperdível.



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Quarta-feira, Maio 18, 2005


CHARME CHULO, CRIATURAS E LEELA (RJ) NO MOTORRAD
Antes, a banda carioca faz um pocket-show na Fnac.

Nesta quinta-feira, dia 19 de maio, Curitiba recebe os cariocas do Leela logo após a elogiada apresentação na terceira noite do Abril Pro Rock.

Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo Brandão (guitarra), Luciano Grossman (bateria) e Tchago (baixo) tocam pela primeira vez na cidade às 19h no espaço cultural da loja Fnac, no Shopping Barigui, com entrada franca.

Um pouco mais tarde, são recebidos pelos locais Charme Chulo e Criaturas, no acolhedor e esfumaçado Motorrad (R. Traj. Reis esquina com R. Inácio Lustosa).

O Leela gravou recentemente seu primeiro álbum, "Ver O Que Eu Faço", lançado pelo major EMI, e está divulgando o disco pelo país. É uma ótima oportunidade de conhecer o som da banda ao vivo e entender o mundo pós-independência.


O Leela no Abril Pro Rock


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Quinta-feira, Maio 12, 2005


OS VENCEDORES DO PRÊMIO CLARO DE MÚSICA INDEPENDENTE
Poléxia fatura o segundo lugar na categoria Melhor Álbum de Indie Rock

Com uma votação em massa, internautas de todo o Brasil elegem os principais destaques da música independente. Foram 150.844 votos.

O álbum O Avesso fez jus à expectativa paranaense e alcançou, com folga, a segunda colocação na categoria Melhor Álbum de Indie Rock. A Poléxia obteve incríveis 16,21%, de um total de 7.659 votos na categoria, com um álbum totalmente independente. Os vencedores foram os gaúchos do Wonkavision, que tem em seu álbum auto-intitulado a produção de John Ulhôa (Pato Fu) e distribuição do selo Orbeat/RBS.

A relevância desta segunda colocação é intangível, visto que os poléxios ficaram à frente de bandas como Violins (Goiânia) e Grenade (Londrina).

O FM Zine parabeniza Rodrigo Lemos, Dudu Cirino, Raphael Santos, Juninho Jr., Vinicius Moura, Fabiana Bubniak, Felipe Simas e todos os outros envolvidos, direta ou indiretamente. O som cada vez mais alto. Parabéns!


FM Zine e Poléxia após o show de pré-lançamento de "O Avesso", no dia 24.09.2004.


Veja a lista completa com os vencedores do Prêmio Claro de Música Independente, cujos nomes foram divulgados numa cerimônia realizada no dia 10 de maio no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo:

Melhor Álbum de Rock - Cachorro Grande - "As Próximas Horas Serão Muito Boas";
Melhor Álbum de Indie Rock - Wonkavision - "Wonkavision";
Melhor Álbum de Punk Rock - Dead Fish - "Zero e Um";
Melhor Álbum de Metal - Angra - "Temple Of Shadows";
Melhor Álbum de Rap / Hip Hop / Black Music - Black Alien - "O Ano do Macaco";
Melhor Álbum de Música Eletrônica - Zémaria - "05:42";
Melhor Álbum Pop - Dazaranha - "Nossa Barulheira";
Melhor Álbum de MPB - Rogério Skylab - "Skylab 5";
Melhor Álbum de Música Instrumental - Sydnei Carvalho / Alex Martinho - "Intensity";
Melhor Álbum Internacional - Franz Ferdinand - "Franz Ferdinand";
Revelação - Rock Rocket;
Melhor Selo - Trama;
Melhor Casa de Shows Alternativos - Hangar 110;
Melhor Evento - Abril Pro Rock;
Melhor Revista, Fanzine ou Jornal Impresso - Outracoisa;
Melhor Site, Coluna, Blog ou Fanzine Online - Whiplash;
Melhor Programa de TV ou Emissora - Alto Falante;
Melhor Programa de Rádio ou Emissora - Ipanema FM;
Personalidade 2004 - Lobão.


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Terça-feira, Maio 10, 2005


13ª FESTA DA ONG SITUAÇÃO

Luta pela dignidade ao independente. Isso resume o objetivo da ONG Situação, que promoveu a festa "Uma Vez Por Mês", 13ª edição, em que clipes antigos e recentes de bandas curitibanas, palestra sobre software livre e três shows de ótimas bandas mesclaram um pouco da produção e vitalidade da cena local.

O evento foi realizado na Associação dos Servidores da Previdência Social, na distante Avenida das Torres. Mas nem a distância, o frio e o domingo espantaram o público que queria ouvir consciência, atitude e bons sons.

Começou com a exibição de alguns clipes de bandas de Curitiba. Clipes antigos, outros mais recentes, muitos que beiravam o insano e outros que eram completamente trash's. Foi bom ver e ouvir bandas que há muito tempo atrás divertiram os roqueiros curitibanos, como Boi Mamão e Fuksy Faluta. As ainda ativas Relespública e Catalépticos também estiveram presentes.

Depois da sessão de clipes, Glerm Soares, flagrado anteriormente com seu visual Anthony Kiedis cantando na Boi Mamão, proferiu uma breve palestra sobre software livre. Com um tom de conversa de amigos, demonstrou o funcionamento de softwares de edição de áudio e várias outras ferramentas livres, que não ficam atrás ou são até melhores do que os "produtos de empresas que querem nos fazer de idiotas". A palestra, além de demonstrar essas ferramentas, teve um cunho ideológico muito apropriado para a ocasião.


Glerm falando sobre softwares livres. Soluções emergentes.


A primeira banda da festa começa seu show. Nambrena. À primeira vista, uma banda santista é lembrada. Mas quando começam a tocar, mostram que além de determinadas influências, fazem músicas completas e originais, com bons arranjos de guitarra e baixo. Um som que exprime muito do que é feito no cenário de rock em todo o Brasil.


Nambrena. Uma banda bem ensaiada.


Terminal Guadalupe sobe ao palco. A banda que tocou no Claro Que É Rock, abrindo pra Placebo, em Florianópolis, e que foi também selecionada para tocar no Festival América do Sul, em Corumbá, mostrou que foi justamente selecionada para esses eventos. Dary Jr. (vocal e guitarra), Allan Yokohama (guitarra e vocal), Rubens K (baixo) e Fabiano Ferronato (bateria), além de terem em mãos um excelente álbum, fazem um show enérgico e completo. Abriram com "Por Trás do Fator Gallagher". Uma música que critica, com muito bom humor, os indies que se acham cool, são blasé, usam o cabelo pra frente, cantam em inglês e ouvem Oasis. "Tambores" vem em seguida, com um ritmo envolvente. Muita gente presente canta as novas canções, do disco "Vc Vai Perder O Chão". Destaque para "Esquimó Por Acidente", que vai angariar muitos fãs à banda. O show ascende, junto com a empolgação dos músicos. Quando nos damos conta, estamos no meio de uma mistura de insanidade de rock n' roll com a pureza de belas canções com letras inspiradoras e gratificantes. Afinal, não é todo dia que se vê um show em que, de tão empolgados, os músicos raspam as cordas de seus instrumentos nos pratos da bateria e terminam a apresentação no chão, socando seus instrumentos. Foi um show para voltar pra casa renovado, com esperança na atitude e qualidade das bandas curitibanas.


Terminal Guadalupe. Até o momento, o destaque do ano.


Criaturas entra para fechar a noite. Com seu rock sessentista, fez um show tranqüilo, em alto volume, centrado no seu último EP, "Lugares Comuns". Xanda Lemos (vocal e guitarra), Rafael Rodrigues (vocal e guitarra), Caetano Zagonel (vocal e baixo) e Bruno Zagonel (bateria) sofreram um pouco com alguns problemas técnicos, mas souberam reverter a situação e fazer um show para ouvir e cantar. "Bianca" abriu a apresentação, demonstrando de cara o potencial radiofônico da banda, com um riff marcante de guitarra. "Lugares Comuns" é outro destaque, misturando a leveza e calma do ritmo com guitarras bastante distorcidas. O show foi curto, mas suficiente para fixar a Criaturas como um dos ótimos destaques da atual cena curitibana.


Criaturas e a força de seus vocais.



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Quinta-feira, Maio 05, 2005


NOITE DAS INDICADAS AO PRÊMIO CLARO DE MÚSICA INDEPENDENTE

O Era Só O Que Faltava às vezes surpreende os curitibanos. Quando estão todos acreditando que o bar só abre suas portas para ter algum retorno financeiro fácil, eis um presságio de que nem tudo está perdido. A casa ainda comporta bons espetáculos musicais. Nos últimos tempos, as criações artísticas de qualidade tinham se resumido somente às terças teatrais.

Na última sexta-feira, o local que possui o ótimo e talvez pretensioso slogan comida, diversão e arte, fez jus ao mesmo e acomodou os fãs e curiosos a fim de ouvir as bandas curitibanas indicadas ao Prêmio Claro de Música Independente. Charme Chulo e Poléxia.

O Charme Chulo entrou no palco sob olhares curiosos e ansiosos. Estávamos próximos da meia-noite e a banda ainda iniciava a passagem de som, mas por um motivo justo. O Era Só, naquela noite, teve em seu palco uma apresentação teatral e um músico cover antes das atrações principais. Uma noite repleta.

Quando o som estava pronto para receber os acordes da nova guitarra de Leandro Delmonico, a garagem do Era Só era tomada por um ótimo público. Olhares dirigidos aos três rapazes no palco: o mesmo Leandro, Celso Andrei e Fabiano Ferronato.

O som tem início. Guitarra embalada, acompanhada do baixo e da bateria. Mas... cadê o vocal? Eis que surgem os cachos de Igor Marcel subindo a escadinha que dá acesso ao palco. Pronto, o show começa.

"Nosso som" abre a noite. Ainda desconhecida pela maioria do público, a música faz com que alguns comecem a se balançar, tímidos pela frieza do restante da platéia, que apenas observa. O aclamado EP de estréia, "Você Sabe Muito Onde Eu Estou", dá sinais de sua força nos primeiros acordes de "Piada Cruel". Ouve-se um zunzum ainda tímido de todos cantarolando a canção.

Na seqüência, algumas músicas que não estão no EP tomam de assalto os presentes e deixam claro o potencial criativo da banda. Destaque para "Amor de Boteco", "Não Deixa a Vida Te Levar" e a música com o nome mais bonito da noite, "Apaixonante na Tristeza". "Polaca Azeda" provoca outras dancinhas antes de dois covers inusitados que fazem parte do set list da banda: "Trem do Pantanal", de Almir Sater e "A Dança", música da Legião Urbana apresentada ao vivo pela primeira vez.

Pra finalizar, Leandro Delmonico inicia o quase hit "Ai De Você, José!". Pronto, o clímax é iniciado e perdura até o final, com a excelente "O Que é Que Foi, Piá?".

Sim, eles merecem a indicação ao Prêmio Claro. A originalidade das canções é indiscutível.


Leandro, Fabiano, Igor e Celso tocam para um ótimo público.


Outro rápido ajuste no som e Poléxia sobe ao palco. Euforia na platéia, aglomeração total. Aproximadamente trezentas pessoas no bar. A impressão é de que todas estão à frente do palco.

O show tem seu início antes dos músicos tocarem em seus instrumentos. O novo projetor multimídia do Era Só, sob comando de Fabiana Bubniak, lança imagens na parede ao fundo do palco. É a vinheta de "Soluço", com a entorpecedora frase de Dudu Cirino - "o seu abraço - esse é um lugar que é só meu". Ao final da exibição, surgem, um a um, Juninho Jr., Raphael Santos, Dudu Cirino e Rodrigo Lemos.

"Aos Garotos de Aluguel" rompe o ar e todos cantam. Sim, uníssono de banda independente. Dois malucos empolgados dançam efusivamente em frente ao palco. A potente "Instrumental (joystick)", anima quem eventualmente ainda não estava no ritmo do show. A projeção, com imagens de jogos eletrônicos,dá o clima necessário. "Ficar em Casa" vem em seguida, para esquentar ainda mais a noite, com pulos e gritos do público.

Fica claro que a numerosa platéia fez a lição de casa. Comprou "O Avesso" ou baixou no site as músicas. Era um coro tímido, mas fiel, em todas as canções. "Violetas Na Janela" foi destaque, parecendo ser a preferida da maioria. Almas exaltadas vibravam e não se continham em muitas ocasiões. Sim, uma garota chegou até a subir no palco para pular nos braços de seus amigos.

"Nuvens" foi a música muito bem escolhida para encerrar o apresentação. Com um clima de despedida, foi o último show da banda antes de sua viagem para São Paulo, onde fazem uma mini-turnê pelas Fnac's Paulista e Campinas no dia 25 e tocam na Funhouse no dia 28.

Logicamente, a platéia insistiu para que eles continuassem tocando. Berros pediam, como em todos os shows, "Sal de Fruta", música do primeiro EP da banda. Dessa vez, eles surpreendentemente atenderam aos pedidos, e, no improviso, executaram a música que não tocavam há muito tempo. Fizeram a versão do acústico, onde juntam com "Burocracia Romântica", da banda Terminal Guadalupe.


Poléxia com seu alcance cada vez mais alto.


A noite ajudou a demonstrar o quão próximo estamos de uma autonomia na música independente. Autonomia que vem do esforço e qualidade das bandas em divulgarem seu som e conquistarem seu espaço.

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