Quarta-feira, Dezembro 15, 2004


A efervescente cena curitibana não entra em férias coletivas neste começo de ano. Gracias.



Comente aqui!


Terça-feira, Dezembro 07, 2004


Zona, Phonopop e Relespública no Motorrad

Curitiba tem recebido visitantes ilustres nesses últimos meses. Em praticamente todos os finais de semana tivemos ótimas opções para curtir um bom som. Pode ser uma pista de que 2005 será ainda melhor.

Dessa vez, o Motorrad abre suas portas para as bandas Zona (SP), Phonopop (DF) e Relespública, que fazem três shows memoráveis, apesar da lógica imparcialidade do público em relação às duas primeiras bandas.

O Zona, que já havia tocado em Curitiba, no Empório São Francisco, em novembro, vem pela segunda vez à capital paranaense executar as músicas de seu segundo álbum, "A Diferença Que Um Minuto Faz". Mairena (voz e guitarra), André (baixo) e Toni (bateria), abrem a noite com o gás de um rock mais pesado do que o das demais bandas do dia, mas que mesmo assim não distoa e contagia o público, que curte o som. O site da banda está muito bem elaborado e disponibiliza um bom material dos paulistanos, o que demonstra a qualidade e seriedade do grupo.

Phonopop chega a Curitiba sem seu álbum, que estava previsto para ser lançado neste mês, pelo selo T-Rec, da Indie Records, mas que infelizmente ainda não ficou pronto. Uma pena, pois conquistaram muitos fãs por aqui. Mas a banda prometeu voltar em janeiro, já com o disco. Fernando Brasil (vocal e guitarra), Ju (guitarra), Daniel Cariello (teclado) e Bruno Daher (bateria), fizeram um show cheio de referências ao britpop, o que é parte da característica e influência da banda. Suas músicas e arranjos são excelentes, perfeitas para o público que encheu o Motorrad. As covers de The Who e Supergrass deram um tempero a mais ao show, fazendo com que os brasilienses saíssem de Curitiba com um saldo muito positivo. É uma banda que tem tudo para ser uma das atrações do CPF3, e "estamos batalhando para isso", como disse o próprio Fernando Brasil.

Relespública. O público ensandecido, cantando em uníssono todas as músicas de uma das melhores bandas da atualidade. Além das canções do já conhecido "As Histórias São Iguais", não pode faltar um The Who. Fábio Elias, Ricardo Bastos e Moon conseguem se superar. Eles fazem um show melhor que o outro. Dispensam demais comentários.

Comente aqui!


Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

JOHNZ E TERMINAL GUADALUPE CONTRA A AIDS

Tratando-se de uma quarta-feira chuvosa e fria, o Café Curaçao recebeu um bom público, no dia mundial da luta contra a AIDS, para ver as bandas curitibanas Johnz e Terminal Guadalupe. Quem se atreveu a sair de casa, além de apreciar o som, ajudou a Associação Paranaense Alegria de Viver (APAV), pois 20% da renda foi destinado à ONG.

O Johnz subiu ao palco e mostrou toda a sutileza das composições de Túlio Bragança (letras, violão e voz) que, através das canções do EP "Histórias pra Contar", conquistou respeito e admiração na cena independente. O show tem seu momento maior em "Sobre Thaís", e sua letra singela e sincera, que traça o amor de forma nua e crua, quando ao vivo, torna-se ainda mais intensa e real. Os essenciais teclados de Cristiano refinam o som da banda, que ainda conta com a guitarra de Jota (clone de cabelo liso do Marcelo Camelo, até no jeito de segurar a guitarra), Garapa (baixo) e Diogo (bateria).

Após sua apresentação, o Johnz cede o palco à Dary Jr (letra, voz e guitarra), Allan Yokohama (guitarra), Rubens K (baixo) e Fabiano Ferronato (bateria). Assim, está à postos o Terminal Guadalupe.


Fotos por Raphael Rotaizer.

O show apresenta ao público uma das novas composições da banda, "O Peso do Mundo", que fará parte do próximo álbum, além das canções do álbum "Girassóis Clonados", como "Breu" e "Dez Segundos". A esperada execução da fabulosa canção "Burocracia Romântica" foi festejada, cantarolada pelos cantos e clamada pelos mais exaltados. Linda demais. Allan nos faz acreditar que o melhor guitarrista da cidade está diante dos nossos olhos, mescla agressividade e cadência ditando o ritmo das canções.

Som bom pra esquentar Curitiba e, de quebra, ajudar as crianças através da APAV.

Comente aqui!


Home