Quarta-feira, Junho 22, 2005


Caros leitores.

Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer toda a força que recebemos nesse pouco mais de um ano de FM Zine. Sabemos que podemos contar com muita gente que conhecemos através deste zine, e isso nos faz muito felizes.

Felicidade essa que se soma ao resultado de um projeto que nos engajamos há algum tempo (por isso, inclusive, a falta de atualizações aqui no FM Zine), e que já demos a dica no post anterior: Tinidos.

Trata-se de um projeto que contará com nossa atenção exclusiva a partir de agora. Não vamos tirar o FM Zine do ar, mas provavelmente não existirão atualizações. Queremos que todos considerem o Tinidos como uma extensão, um upgrade, do FM Zine. Lá, nos juntamos com Fabiana Bubniak, João Marcelo e Rodrigo Lemos, pessoas incríveis e muito competentes. Tudo isso para fomentarmos, cada vez mais, a cena independente.

Agradecemos mais uma vez a todos. E esperamos que todos aprovem e sejam fiéis ao Projeto Tinidos.

Muito Obrigado!

Fernando Souza
Marcelo Urânia


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Quinta-feira, Junho 02, 2005

Sexta-feira, Maio 20, 2005


OAEOZ NO TEATRO PAIOL
O lançamento oficial de "Às Vezes Céu"

A banda de Ivan Santos (voz, violão, teclados), Rodrigo Montanari (baixo), Carlos Zubek (guitarra), André Ramiro (guitarra) e Hamilton de Lócco (bateria) lança no próximo final de semana, dia 28 deste mês, oficialmente, o elogiado novo álbum "Às Vezes Céu".

O Oaeoz vem de shows lotados em São Paulo e de algumas apresentaçõs no Korova Bar, em Curitiba. O grupo combina melodias e experimentalizações à base de guitarras e piano ao vocal denso de Ivan.

O show será realizado no belo e intimista Teatro Paiol. Um evento mais do quê especial. Imperdível.



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Quarta-feira, Maio 18, 2005


CHARME CHULO, CRIATURAS E LEELA (RJ) NO MOTORRAD
Antes, a banda carioca faz um pocket-show na Fnac.

Nesta quinta-feira, dia 19 de maio, Curitiba recebe os cariocas do Leela logo após a elogiada apresentação na terceira noite do Abril Pro Rock.

Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo Brandão (guitarra), Luciano Grossman (bateria) e Tchago (baixo) tocam pela primeira vez na cidade às 19h no espaço cultural da loja Fnac, no Shopping Barigui, com entrada franca.

Um pouco mais tarde, são recebidos pelos locais Charme Chulo e Criaturas, no acolhedor e esfumaçado Motorrad (R. Traj. Reis esquina com R. Inácio Lustosa).

O Leela gravou recentemente seu primeiro álbum, "Ver O Que Eu Faço", lançado pelo major EMI, e está divulgando o disco pelo país. É uma ótima oportunidade de conhecer o som da banda ao vivo e entender o mundo pós-independência.


O Leela no Abril Pro Rock


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Quinta-feira, Maio 12, 2005


OS VENCEDORES DO PRÊMIO CLARO DE MÚSICA INDEPENDENTE
Poléxia fatura o segundo lugar na categoria Melhor Álbum de Indie Rock

Com uma votação em massa, internautas de todo o Brasil elegem os principais destaques da música independente. Foram 150.844 votos.

O álbum O Avesso fez jus à expectativa paranaense e alcançou, com folga, a segunda colocação na categoria Melhor Álbum de Indie Rock. A Poléxia obteve incríveis 16,21%, de um total de 7.659 votos na categoria, com um álbum totalmente independente. Os vencedores foram os gaúchos do Wonkavision, que tem em seu álbum auto-intitulado a produção de John Ulhôa (Pato Fu) e distribuição do selo Orbeat/RBS.

A relevância desta segunda colocação é intangível, visto que os poléxios ficaram à frente de bandas como Violins (Goiânia) e Grenade (Londrina).

O FM Zine parabeniza Rodrigo Lemos, Dudu Cirino, Raphael Santos, Juninho Jr., Vinicius Moura, Fabiana Bubniak, Felipe Simas e todos os outros envolvidos, direta ou indiretamente. O som cada vez mais alto. Parabéns!


FM Zine e Poléxia após o show de pré-lançamento de "O Avesso", no dia 24.09.2004.


Veja a lista completa com os vencedores do Prêmio Claro de Música Independente, cujos nomes foram divulgados numa cerimônia realizada no dia 10 de maio no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo:

Melhor Álbum de Rock - Cachorro Grande - "As Próximas Horas Serão Muito Boas";
Melhor Álbum de Indie Rock - Wonkavision - "Wonkavision";
Melhor Álbum de Punk Rock - Dead Fish - "Zero e Um";
Melhor Álbum de Metal - Angra - "Temple Of Shadows";
Melhor Álbum de Rap / Hip Hop / Black Music - Black Alien - "O Ano do Macaco";
Melhor Álbum de Música Eletrônica - Zémaria - "05:42";
Melhor Álbum Pop - Dazaranha - "Nossa Barulheira";
Melhor Álbum de MPB - Rogério Skylab - "Skylab 5";
Melhor Álbum de Música Instrumental - Sydnei Carvalho / Alex Martinho - "Intensity";
Melhor Álbum Internacional - Franz Ferdinand - "Franz Ferdinand";
Revelação - Rock Rocket;
Melhor Selo - Trama;
Melhor Casa de Shows Alternativos - Hangar 110;
Melhor Evento - Abril Pro Rock;
Melhor Revista, Fanzine ou Jornal Impresso - Outracoisa;
Melhor Site, Coluna, Blog ou Fanzine Online - Whiplash;
Melhor Programa de TV ou Emissora - Alto Falante;
Melhor Programa de Rádio ou Emissora - Ipanema FM;
Personalidade 2004 - Lobão.


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Terça-feira, Maio 10, 2005


13ª FESTA DA ONG SITUAÇÃO

Luta pela dignidade ao independente. Isso resume o objetivo da ONG Situação, que promoveu a festa "Uma Vez Por Mês", 13ª edição, em que clipes antigos e recentes de bandas curitibanas, palestra sobre software livre e três shows de ótimas bandas mesclaram um pouco da produção e vitalidade da cena local.

O evento foi realizado na Associação dos Servidores da Previdência Social, na distante Avenida das Torres. Mas nem a distância, o frio e o domingo espantaram o público que queria ouvir consciência, atitude e bons sons.

Começou com a exibição de alguns clipes de bandas de Curitiba. Clipes antigos, outros mais recentes, muitos que beiravam o insano e outros que eram completamente trash's. Foi bom ver e ouvir bandas que há muito tempo atrás divertiram os roqueiros curitibanos, como Boi Mamão e Fuksy Faluta. As ainda ativas Relespública e Catalépticos também estiveram presentes.

Depois da sessão de clipes, Glerm Soares, flagrado anteriormente com seu visual Anthony Kiedis cantando na Boi Mamão, proferiu uma breve palestra sobre software livre. Com um tom de conversa de amigos, demonstrou o funcionamento de softwares de edição de áudio e várias outras ferramentas livres, que não ficam atrás ou são até melhores do que os "produtos de empresas que querem nos fazer de idiotas". A palestra, além de demonstrar essas ferramentas, teve um cunho ideológico muito apropriado para a ocasião.


Glerm falando sobre softwares livres. Soluções emergentes.


A primeira banda da festa começa seu show. Nambrena. À primeira vista, uma banda santista é lembrada. Mas quando começam a tocar, mostram que além de determinadas influências, fazem músicas completas e originais, com bons arranjos de guitarra e baixo. Um som que exprime muito do que é feito no cenário de rock em todo o Brasil.


Nambrena. Uma banda bem ensaiada.


Terminal Guadalupe sobe ao palco. A banda que tocou no Claro Que É Rock, abrindo pra Placebo, em Florianópolis, e que foi também selecionada para tocar no Festival América do Sul, em Corumbá, mostrou que foi justamente selecionada para esses eventos. Dary Jr. (vocal e guitarra), Allan Yokohama (guitarra e vocal), Rubens K (baixo) e Fabiano Ferronato (bateria), além de terem em mãos um excelente álbum, fazem um show enérgico e completo. Abriram com "Por Trás do Fator Gallagher". Uma música que critica, com muito bom humor, os indies que se acham cool, são blasé, usam o cabelo pra frente, cantam em inglês e ouvem Oasis. "Tambores" vem em seguida, com um ritmo envolvente. Muita gente presente canta as novas canções, do disco "Vc Vai Perder O Chão". Destaque para "Esquimó Por Acidente", que vai angariar muitos fãs à banda. O show ascende, junto com a empolgação dos músicos. Quando nos damos conta, estamos no meio de uma mistura de insanidade de rock n' roll com a pureza de belas canções com letras inspiradoras e gratificantes. Afinal, não é todo dia que se vê um show em que, de tão empolgados, os músicos raspam as cordas de seus instrumentos nos pratos da bateria e terminam a apresentação no chão, socando seus instrumentos. Foi um show para voltar pra casa renovado, com esperança na atitude e qualidade das bandas curitibanas.


Terminal Guadalupe. Até o momento, o destaque do ano.


Criaturas entra para fechar a noite. Com seu rock sessentista, fez um show tranqüilo, em alto volume, centrado no seu último EP, "Lugares Comuns". Xanda Lemos (vocal e guitarra), Rafael Rodrigues (vocal e guitarra), Caetano Zagonel (vocal e baixo) e Bruno Zagonel (bateria) sofreram um pouco com alguns problemas técnicos, mas souberam reverter a situação e fazer um show para ouvir e cantar. "Bianca" abriu a apresentação, demonstrando de cara o potencial radiofônico da banda, com um riff marcante de guitarra. "Lugares Comuns" é outro destaque, misturando a leveza e calma do ritmo com guitarras bastante distorcidas. O show foi curto, mas suficiente para fixar a Criaturas como um dos ótimos destaques da atual cena curitibana.


Criaturas e a força de seus vocais.



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Quinta-feira, Maio 05, 2005


NOITE DAS INDICADAS AO PRÊMIO CLARO DE MÚSICA INDEPENDENTE

O Era Só O Que Faltava às vezes surpreende os curitibanos. Quando estão todos acreditando que o bar só abre suas portas para ter algum retorno financeiro fácil, eis um presságio de que nem tudo está perdido. A casa ainda comporta bons espetáculos musicais. Nos últimos tempos, as criações artísticas de qualidade tinham se resumido somente às terças teatrais.

Na última sexta-feira, o local que possui o ótimo e talvez pretensioso slogan comida, diversão e arte, fez jus ao mesmo e acomodou os fãs e curiosos a fim de ouvir as bandas curitibanas indicadas ao Prêmio Claro de Música Independente. Charme Chulo e Poléxia.

O Charme Chulo entrou no palco sob olhares curiosos e ansiosos. Estávamos próximos da meia-noite e a banda ainda iniciava a passagem de som, mas por um motivo justo. O Era Só, naquela noite, teve em seu palco uma apresentação teatral e um músico cover antes das atrações principais. Uma noite repleta.

Quando o som estava pronto para receber os acordes da nova guitarra de Leandro Delmonico, a garagem do Era Só era tomada por um ótimo público. Olhares dirigidos aos três rapazes no palco: o mesmo Leandro, Celso Andrei e Fabiano Ferronato.

O som tem início. Guitarra embalada, acompanhada do baixo e da bateria. Mas... cadê o vocal? Eis que surgem os cachos de Igor Marcel subindo a escadinha que dá acesso ao palco. Pronto, o show começa.

"Nosso som" abre a noite. Ainda desconhecida pela maioria do público, a música faz com que alguns comecem a se balançar, tímidos pela frieza do restante da platéia, que apenas observa. O aclamado EP de estréia, "Você Sabe Muito Onde Eu Estou", dá sinais de sua força nos primeiros acordes de "Piada Cruel". Ouve-se um zunzum ainda tímido de todos cantarolando a canção.

Na seqüência, algumas músicas que não estão no EP tomam de assalto os presentes e deixam claro o potencial criativo da banda. Destaque para "Amor de Boteco", "Não Deixa a Vida Te Levar" e a música com o nome mais bonito da noite, "Apaixonante na Tristeza". "Polaca Azeda" provoca outras dancinhas antes de dois covers inusitados que fazem parte do set list da banda: "Trem do Pantanal", de Almir Sater e "A Dança", música da Legião Urbana apresentada ao vivo pela primeira vez.

Pra finalizar, Leandro Delmonico inicia o quase hit "Ai De Você, José!". Pronto, o clímax é iniciado e perdura até o final, com a excelente "O Que é Que Foi, Piá?".

Sim, eles merecem a indicação ao Prêmio Claro. A originalidade das canções é indiscutível.


Leandro, Fabiano, Igor e Celso tocam para um ótimo público.


Outro rápido ajuste no som e Poléxia sobe ao palco. Euforia na platéia, aglomeração total. Aproximadamente trezentas pessoas no bar. A impressão é de que todas estão à frente do palco.

O show tem seu início antes dos músicos tocarem em seus instrumentos. O novo projetor multimídia do Era Só, sob comando de Fabiana Bubniak, lança imagens na parede ao fundo do palco. É a vinheta de "Soluço", com a entorpecedora frase de Dudu Cirino - "o seu abraço - esse é um lugar que é só meu". Ao final da exibição, surgem, um a um, Juninho Jr., Raphael Santos, Dudu Cirino e Rodrigo Lemos.

"Aos Garotos de Aluguel" rompe o ar e todos cantam. Sim, uníssono de banda independente. Dois malucos empolgados dançam efusivamente em frente ao palco. A potente "Instrumental (joystick)", anima quem eventualmente ainda não estava no ritmo do show. A projeção, com imagens de jogos eletrônicos,dá o clima necessário. "Ficar em Casa" vem em seguida, para esquentar ainda mais a noite, com pulos e gritos do público.

Fica claro que a numerosa platéia fez a lição de casa. Comprou "O Avesso" ou baixou no site as músicas. Era um coro tímido, mas fiel, em todas as canções. "Violetas Na Janela" foi destaque, parecendo ser a preferida da maioria. Almas exaltadas vibravam e não se continham em muitas ocasiões. Sim, uma garota chegou até a subir no palco para pular nos braços de seus amigos.

"Nuvens" foi a música muito bem escolhida para encerrar o apresentação. Com um clima de despedida, foi o último show da banda antes de sua viagem para São Paulo, onde fazem uma mini-turnê pelas Fnac's Paulista e Campinas no dia 25 e tocam na Funhouse no dia 28.

Logicamente, a platéia insistiu para que eles continuassem tocando. Berros pediam, como em todos os shows, "Sal de Fruta", música do primeiro EP da banda. Dessa vez, eles surpreendentemente atenderam aos pedidos, e, no improviso, executaram a música que não tocavam há muito tempo. Fizeram a versão do acústico, onde juntam com "Burocracia Romântica", da banda Terminal Guadalupe.


Poléxia com seu alcance cada vez mais alto.


A noite ajudou a demonstrar o quão próximo estamos de uma autonomia na música independente. Autonomia que vem do esforço e qualidade das bandas em divulgarem seu som e conquistarem seu espaço.

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Quinta-feira, Abril 28, 2005


PIC-NIC NO KOROVA

Pela segunda vez, os cariocas do Pic-Nic tocaram para o público curitibano. Quando vieram anteriormente, em novembro, no 92º, para o Festival National Garage, angariaram, com seu rock direto e envolvente, vários admiradores. O pessoal do Charme Chulo foi um exemplo. Mantiveram um bom contato com a banda carioca, até que receberam dos próprios um convite para tocarem em um festival no Rio de Janeiro, o qual participaram em meados de fevereiro.

Tão saudável, esse "intercâmbio" entre as bandas, que o pessoal do Charme Chulo organizou a vinda novamente do Pic-Nic à Curitiba. O show foi no último dia 20, no Korova, com abertura solo de Xanda Lemos.

Após o set tranqüilo da belíssima voz acompanhada de um violão com Xanda, Pic-Nic inicia o show. Os vocais no início da apresentação foram um pouco prejudicados pela difícil equalização do Korova, mas não apagou o brilho da voz de Guidi. Paulinho (guitarra), Miguel (guitarra), Chokito (baixo) e Davi (bateria), mostraram um show tranqüilo, mas sem deixar o peso de lado. Guitarras bastante distorcidas, baixo marcante e bateria original e precisa, executando canções dos seus dois discos demo. "Feito em Casa", o segundo demo da banda, não tem esse nome por acaso. Ele foi realmente feito em casa, em estilo low-fi. Já o primeiro, "Pic-Nic", teve 730 cópias distribuídas e feitas pelos próprios integrantes da banda.

"Guardado", "Falei Demais", "Talvez" e "Passa Um Ano", foram acompanhadas por algumas pessoas da platéia. São músicas que estão no Trama Virtual e que devem ser baixadas. O Pic-Nic estreou recentemente seu segundo vídeo-clipe na MTV Brasil, da música "20h".


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Terça-feira, Abril 19, 2005


MORDIDA NA GRANDE GARAGEM QUE GRAVA

Novamente, a Grande Garagem Que Grava proporcionou um show memorável. A grande porta da garagem se abriu para iniciar a gravação, ao vivo, do show da Mordida. Paulo (vocais e guitarra), Isis (vocais), Marcelo (bateria) e Cláudia (teclados) demonstraram que estão muito bem ensaiados.

Já na primeira música, "Maria Amélia", foi possível perceber o entrosamento dos integrantes. Na seqüência, "Judy" e "Sinais de Fumaça" contribuíram para que o público cantarolasse músicas da Mordida pelo resto da madrugada. São os "hits" da banda que não saem da cabeça.

Iniciou-se, então, com "Lado Frágil", a gravação propriamente dita. Eles pareciam brincar com suas músicas divertidas e originais, com um toque de psicodelia que norteou o restante do show.

Momentos excelentes com as participações especiais, Gustavo de Nadal tocou em duas músicas (em um violão e em outra guitarra) e Ari tocou um instrumento que fazia efeitos sinistros; era o teto de uma casinha de cachorro. Destaque, ainda, para a belíssima música "Garota de Programa", e para a inédita "Muro de Pedra".

Após a gravação, a banda parecia não querer parar de tocar. O público, que não queria saber de sair da garagem, levantou-se e começou a dançar, fazendo uma grande festa, com direito a ter os pedidos de bis e de músicas que não estavam no set, como "Lambretinha" e um clássico do Rei Roberto, "Não Há Dinheiro No Mundo", prontamente atendidos pela banda.

Foi a noite que consagrou, de vez, a ótima nova formação da Mordida.




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Quarta-feira, Abril 13, 2005


PLACEBO, TERMINAL GUADALUPE, LOS DIAÑOS E O ROCK BRASILEIRO.

O trio britânico Placebo mostra seu rock dançante de trejeitos tipo "glam" ao público de oito cidades brasileiras neste mês de abril. Curitiba acabou ficando de fora da turnê. Os shows fazem parte da seletiva para o festival Claro Q É Rock, que acontecerá em setembro no Rio de Janeiro e São Paulo, e dará 15 mil reais entre outros prêmios aos finalistas.

A curadoria do festival recebeu o material de 2.300 grupos. 40 foram selecionados e tocarão com o Placebo - cinco bandas em cada uma das oito datas. Um número gigantesco de inscritos resultou em muita dificuldade na eleição dos cinco melhores para cada eliminatória, o que evidencia o potencial criativo do rock brasileiro.

A eliminatória de Florianópolis contará, orgulhosamente, com duas bandas curitibanas entre as cinco selecionadas: Terminal Guadalupe e Los Diaños, que dividirão o palco com os catarinenses Liss, Pipodélica e Spiegel. Todas se apresentam no dia 21 de abril no El Divino Club. Cada banda terá 20 minutos para demonstrar seu talento e fazer valer a indicação à finalíssima de setembro.

Os integrantes do Terminal Guadalupe tomaram um susto com a notícia. O baixista Rubens K quase bateu o carro quando soube da novidade. "Eu tomei um susto com a notícia. Tive de estacionar rápido para comemorar", conta Rubens. "É um sinal de reconhecimento ao nosso trabalho", avalia.

A banda espera apresentar de seis a oito músicas durante os 20 minutos do show, mesclando o antigo repertório ao disco novo que será lançado ainda este mês. "Vamos tocar no gás, direto ao ponto", promete o guitarrista Allan Yokohama. "Temos apenas aquele curto espaço de tempo para mostrar a que viemos, ou seja: nada de enrolação. Precisamos ser objetivos até para interagir com o público", diz Dary Jr.


Terminal Guadalupe - o novo álbum surpreenderá.


Com o Los Diaños, não deve ter acontecido algo muito diferente. Também ainda desconhecidos do grande público curitibano, a banda mistura influências de jazz e punk rock com um apuro musical inconstestável.


Los Diaños - miscelânea sonora muito saudável.


Vamos torcer. Que vença a melhor. Bons shows garantidos.

As outras bandas selecionadas e suas respectivas datas e locais seguem abaixo:

Recife - 15/04
Bugs
Suzana Flag
Star 61
Zefirina Bomba
Rádio de Outono

Salvador - 17/04
Los Canos
Ronei Jorge
Canto dos Malditos na Terra do Nunca
Brinde
Theatro de Séraphin

Porto Alegre - 19/04
Superguidis
Os The Darma Lóvers
Stratopumas
Superphones
Cartolas

Florianópolis - 21/04
Terminal Guadalupe
Liss
Pipodélica
Spiegel
Los Diaños

Brasília - 23/04
Bois do Gerião
Sapatos Bicolores
10ZER04
Superquadra
Violins

Campinas - 26/04
Volpina
Super Drive
Smiley
The Violentures
Drive V

São Paulo - 27/04
Biônica
Choldra
Imperdíveis
Fuga
Pullovers e Geanine Marques

Rio de Janeiro - 29/04
Polar
Carbona
Mop Top
Blie Operario
Valvulla

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Segunda-feira, Abril 11, 2005


O VENCEDOR...

Após um ano de lisérgicas aventuras pelo mundo do independente, o FM Zine comemora seu primeiro aniversário presenteando os visitantes do site com o álbum Roquenrou em Stereo, da banda paulista Imperdíveis.

Durante a semana, várias respostas para a pergunta "Pra você, o que é ser independente?" chamaram a atenção. Algumas divertidas, outras extremamente realistas e outras positivistas.

O autor da frase que sintetizou a essência do independente, a pureza de buscar no próprio interior a força para manter o espírito da independência foi...

Rômulo!
"Ser independente é entregar-se à dependência da liberdade por pura vontade própria. É escolher."

Parabéns!
O FM Zine entrará em contato para a entrega do prêmio.

Grande abraço à todos os participantes e leitores do FM Zine.

A luta continua. Afinal, a cena é sua.

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Segunda-feira, Abril 04, 2005


1 ANO DE FM ZINE

Hoje estamos fazendo um ano de luta efetiva pró-independentes!
Para comemorar a data, vamos sortear o CD "Roquenrou em Stereo", da banda Imperdíveis (SP), para os que derem a resposta mais criativa à pergunta:

"Pra você, o que é ser independente?"

Deixe sua resposta no link para comentários logo abaixo deste post, com seu e-mail e nome. As respostas serão aceitas até o dia 08.04 e o vencedor será proclamado no dia 11.04.
Participe!


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Quarta-feira, Março 30, 2005


FESTIVAL DEMO SUL
O evento está em sua quinta edição e contará com 25 bandas.



O Festival Demo Sul ocorre anualmente em Londrina na segunda semana de outubro desde 2001. Bandas como Mundo Livre S/A, Inocentes, Sonic Junior e Relespública já se apresentaram em seus palcos.

Na edição deste ano, a Braço Direito Produões trará 25 bandas. Três delas convidadas e as restantes selecionadas dentre as que enviarem seu material para a produção. O período de envio de material vai até dia 31 de julho, e os artistas podem enviar CDs para:

Braço Direito Produções
Rua Xingu, 136 Vila Nova
CEP 86025-370, Londrina PR

Maiores Informações: demo_sul@hotmail.com

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PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES PARA O CLARO QUE É ROCK!



O final do prazo para as inscrições do festival Claro Que É Rock foi prorrogado para 7 de abril. Envie material de sua banda para a Caixa Postal 37.808 - CEP 22640-970 - Rio de Janeiro/RJ.

A primeira etapa do Claro Q É Rock selecionará 5 bandas em 8 cidades (15/04 - Recife - Abril Pro Rock, 16/04 - Salvador, 19/04 - Porto Alegre, 21/04 - Florianópolis, 23/04 - Brasília, 26/04 - Campinas, 27/04 - São Paulo - Credicard Hall, 28/04 - Rio de Janeiro - Claro Hall). Cada grupo tocará 20 minutos, abrindo a turnê do Placebo.

Em cada cidade será eleita uma vencedora, selecionadas por um júri formado por membros da produção do festival. Cada uma das oito finalistas ganhará o prêmio de 15 mil reais em equipamentos e uma vaga na segunda etapa do evento, que acontece nos dias 15 e 16 de setembro no Rio de Janeiro, e 16 e 17 de setembro em São Paulo.

Lembrando que as inscrições serão recebidas até 07 de abril. Todo o material que chegar na Caixa Postal do Claro q é Rock após o dia 07 de abril será desconsiderado. Todas as inscrições devem apresentar os documentos solicitados no site Claro Idéias.

Na segunda fase do Claro Q é Rock! será dado o prêmio máximo a uma única banda. A grande vencedora ganha a gravação de um álbum e dois videoclipes, além de uma van com a qual fará uma turnê pelo Brasil.

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Segunda-feira, Março 28, 2005


CHARME CHULO E MORDIDA

A noite das auto-entituladas "candidatas ao Pop Festival 3" demonstrou que, a cada dia, fica mais clara a qualidade e persistência das bandas curitibanas. Há um espírito de revolução musical que permeia os bares. Existem excelentes possibilidades para se ouvir um bom som. O Motorrad, em especial, já marcou época.

Charme Chulo sobe ao palco criando um efeito que conta com extremos. A banda despertou inúmeros olhares curiosos e surpresos. Pessoas que ainda não conheciam o grupo, demonstraram euforia com relação ao característico som, que conta, em várias canções, com viola caipira. Para os que já acompanham a banda, êxtase.

O set contou com as músicas do EP "Você Sabe Muito Bem Onde Eu Estou", com destaque para as execuções de "Polaca Azeda", "O Que É Que Foi Piá" e "Ai de Você, José!" (com direito a uma "paradinha" pra enganar o fim da música). Foi possível ouvir um pequeno coro acompanhando algumas canções. Composições novas, já executadas anteriormente no Korova, também fizeram parte do repertório, como "Não Deixe a Vida Te Levar". Igor (vocal - incrível presença de palco), Leandro (guitarra e viola caipira - a cada dia mais técnico com o "instrumento-alma" da banda), Celso (baixo - concentrado e preciso) e Fabiano (bateria - o mais "participativo" dentre várias bandas da cidade) mostram que fixaram muito bem seus ideais e particularidades em suas composições. Afinal, é a banda que hoje mais interage com a cultura de nosso estado. Talvez a única que faz rock e tem um texto basicamente paranaense.


Leandro, Fabiano, Igor e Celso


Chega a esperada hora da estréia da nova Mordida. Com seus novos single e formação, o grupo, com influências de sixties, jovem guarda e rock gaúcho, conta com um Motorrad cheio para mostrar seu trabalho. Paulo Hde Nadal (guitarra e vocais), Isis Vareschi (vocais), Cláudia Candy (teclado) e Marcelo Guedes (bateria), tocam as músicas do single que teve mais de 2.000 downloads no site/selo Senhor F. Se você ainda não baixou as músicas, a capa e o label, não perca tempo.
O show foi cercado de expectativas. Afinal, todos queriam saber o que seria a nova Mordida.

Algumas pessoas com um espírito de saudosismo exacerbado demonstraram não curtir tanto assim. Criar resistência ao novo é algo comum. No caso da Mordida, essa resistência pôde ser limada pelo fato de que o som está muito bom. Os vocais de Isis, que tem uma ampla alternância entre graves e agudos, caíram muito bem. O teclado de Cláudia deu conta do recado, executando precisamente os solos e dando conta da base, que exigiu muito peso, pela falta de um baixo. A bateria de Marcelo demonstrou precisão e empolgação. A guitarra de Paulo, que teve alguns pequenos problemas talvez com os pedais, é o que dá a grande força harmoniosa da banda.
Grande parte do público fez o grupo se sentir em casa, quebrando a inevitável ansiedade de uma estréia. No mais, a banda se garantiu por estar muito bem ensaiada e entrosada.


Paulo, Marcelo, Isis e Cláudia.


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